
O livro é uma reflexão sobre a vida e a morte, explorando temas como o suicídio, a solidão e a busca por significado. A narrativa é uma crônica da existência do protagonista, que se debate entre a vontade de viver e a necessidade de morrer.
By Carlos Drummond de Andrade · First published 1946 · Genre: Poetry, Lyrical, Existential · 246 words
Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: / hoje beija, amanhã não beija, / depois de amanhã é domingo / e segunda-feira ninguém sabe / o que será.
Inútil você resistir / ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate, / reserve-se todo para / as bodas que ninguém sabe / quando virão, / se é que virão.
O amor, Carlos, você telúrico, / a noite passou em você, / e os recalques se sublimando, / lá dentro um barulho inefável, / rezas, / vitrolas, / santos que se persignam, / anúncios do melhor sabão, / barulho que ninguém sabe / de quê, pra quê.
Poesia · Contemporanea · Brasileira · Existencialismo · Filosofia · Morte · Vida · Desespero · Redenção · Sobrevivência · Crisis · Identidade
Não Se Mate is listed on Textopian as a poem by Carlos Drummond de Andrade, dated 1946 CE.
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