Explore "Véspera" by Carlos Drummond de Andrade on Textopian. Read with annotations and highlights.
Amor: em teu regaco as formas sonham / o instante de existir: ainda é bem cedo / para acordar, sofrer. Nem se conhecem / os que se destruirão em teu bruxedo.
Nem tu sabes, amor, que te aproximas / a passo de veludo. És tão secreto, / reticente e ardiloso, que semelhas / uma casa fugindo ao arquiteto.