Explore "Contemplacão no Banco" by Carlos Drummond de Andrade on Textopian. Read with annotations and highlights.
O coracão pulverizado range / sob o peso nervoso ou retardado ou tímido / que não deixa marca na alameda, mas deixa / essa estampa vaga no ar, e uma angústia em mim, / espiralante.
Tantos pisam este chão que ele talvez / um dia se humanize. E malaxado, / embebido da fluida substância de nossos segredos, / quem sabe a flor que aí se elabora, calcária, sanguínea?